quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Farto de manchas


Plutônia, minha buneca,

Ah! Falta teu vermelho na gola, a camisa de que nem tanta falta faz. Saudade que dá o teu gargalo, teu fogo no meu talo entre dedos. Ah! Falta suor nessa seca. Cadê a gordura de tudo? Cadê a mancheia, agora vazia, de pó do rosto teu? 

Tanto me enche de vagas essas tuas manchas em casa: pena, porque sofro com o registro, é o que faz aquele teu beijo de batom rubro no canto da portinhola encardida do espelho do banheiro.

Farto de tatear a memória,
Cafetiliano.

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